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AgInt no AREsp 202401575668 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2643065
- Registro
- 202401575668
- Classe
- AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- JOÃO OTÁVIO DE NORONHA
- Órgão julgador
- QUARTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-06-16
- Data de publicação
- DJEN DATA:23/06/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 16/06/2025
Ementa
DIREITO CIVIL. AGRAVO INTERNO. PLANO DE SAÚDE. RECUSA DE COBERTURA.
DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. SÚMULA N. 7 DO STJ. RECURSO DESPROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo interno interposto contra decisão que
negou provimento ao agravo em recurso especial, mantendo a
indenização por danos morais em R$ 10.000,00, em razão de recusa
indevida de cobertura de tratamento médico por operadora de plano de
saúde.
II. Questão em discussão
2. A questão em discussão consiste em saber
se a indenização por danos morais fixada em R$ 10.000,00 é
desproporcional e se a Súmula n. 7 do STJ impede a revisão do
quantum indenizatório.
3. A parte agravante alega divergência jurisprudencial, citando
casos com indenizações superiores em situações semelhantes, e requer
a majoração da indenização.
III. Razões de decidir
4. O Tribunal a quo concluiu que a indenização
de R$ 10.000,00 foi proporcional à gravidade da ofensa, ao grau de
culpa e ao porte socioeconômico do causador do dano, não
configurando enriquecimento indevido da vítima.
5. A jurisprudência do STJ estabelece que a revisão do valor
indenizatório só é possível em casos de valores irrisórios ou
exorbitantes, o que não se aplica ao presente caso.
6. A incidência da Súmula n. 7 do STJ impede o reexame de questões
fático-probatórias e a análise de dissídio jurisprudencial sem
similitude fática comprovada.
IV. Dispositivo e tese
7. Agravo interno desprovido.
Tese de julgamento: "1. A indenização por danos morais fixada em R$
10.000,00 não é desproporcional em casos de recusa indevida de
cobertura por plano de saúde. 2. A Súmula n. 7 do STJ impede a
revisão do quantum indenizatório quando não configurada
excepcionalidade de valor irrisório ou exorbitante. 3. A divergência
jurisprudencial não pode ser analisada sem similitude fática
comprovada."
Dispositivos relevantes citados: Código Civil, arts. 927 e 944.
Jurisprudência relevante citada: STJ, AgInt no AREsp n.
2.722.775/MA, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em
10/2/2025; STJ, AgInt no REsp n. 2.143.131/SP, relator Ministro
Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 16/12/2024, STJ, AgInt no REsp
n. 2.136.426/DF, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
Terceira Turma, julgado em 18/11/2024; STJ, AgInt no AREsp n.
2.597.178/SP, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma,
julgado em 14/10/2024; STJ, AgInt no REsp n. 1.940.615/SP, relatora
Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 16/8/2021.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.