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REsp 202500765952 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2201154
- Registro
- 202500765952
- Classe
- RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- JOÃO OTÁVIO DE NORONHA
- Órgão julgador
- QUARTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-06-11
- Data de publicação
- DJEN DATA:18/06/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 11/06/2025
Ementa
DIREITO DE FAMÍLIA. RECURSO ESPECIAL. SOBREPARTILHA DE VERBAS
TRABALHISTAS. COMUNHÃO PARCIAL DE BENS. RECURSO NÃO CONHECIDO.
I. Caso em exame
1. Recurso especial interposto contra acórdão do
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios proferido
em apelação cível nos autos de sobrepartilha em divórcio, no qual se
pleiteia a partilha de verbas trabalhistas recebidas a título de
horas extras pelo recorrente, referentes ao período de constância do
casamento.
2. O Tribunal de origem concluiu pela comunicabilidade das verbas
trabalhistas correspondentes a direitos adquiridos na constância do
casamento, determinando a partilha dos valores recebidos pelo
recorrente.
II. Questão em discussão
3. A questão em discussão consiste em saber
se as verbas trabalhistas recebidas a título de horas extras
adquiridas durante a constância do casamento devem ser partilhadas
no regime de comunhão parcial de bens.
III. Razões de decidir
4. O Tribunal de origem aplicou a
jurisprudência consolidada do STJ, que estabelece a comunicabilidade
das verbas trabalhistas adquiridas na constância do casamento,
mesmo que recebidas após a dissolução.
5. A interpretação do Tribunal local está em conformidade com a
jurisprudência do STJ, sendo caso de aplicação da Súmula n. 83 do
STJ, que impede o conhecimento do recurso especial por divergência
jurisprudencial.
6. A incidência da Súmula n. 83 do STJ quanto à interposição pela
alínea a do permissivo constitucional impede o conhecimento do
recurso especial pela divergência jurisprudencial sobre a mesma
questão.
IV. Dispositivo e tese
7. Recurso especial não conhecido.
Teses de julgamento: "1. As verbas trabalhistas adquiridas na
constância do casamento, mesmo que recebidas após a dissolução,
integram o patrimônio comum e devem ser partilhadas no regime de
comunhão parcial de bens. 2. A aplicação da Súmula n. 83 do STJ
impede o conhecimento do recurso especial por divergência
jurisprudencial".
Dispositivos relevantes citados: CC, art. 1.659, VI; CPC, art. 85,
§ 11.Jurisprudência relevante citada: STJ, AgInt no AREsp n.
1.405.108/PR, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em
4/11/2019; STJ, AgInt no REsp n. 2.013.557/RS, relator Ministro
Humberto Martins, Terceira Turma, julgado em 26/6/2023.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.