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AgRg no AREsp 202500920502 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2884900
- Registro
- 202500920502
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- RIBEIRO DANTAS
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-06-17
- Data de publicação
- DJEN DATA:25/06/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 17/06/2025
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL.
LASTRO PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL COM BASE NO
ART. 1.030, I, "B" DO CPC. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão
monocrática que conheceu do agravo para não conhecer do recurso
especial, sob o fundamento de que a decisão se ajusta ao Tema
1.202/STJ, julgado no regime de recursos repetitivos.
2. A parte agravante alega ausência de lastro probatório para a
condenação, baseada em elementos colhidos durante a investigação, e
defende a revisão da dosimetria da pena, afastando-se a aplicação do
Tema 1.202. Alega ainda que o Tribunal de origem se pronunciou
sobre todos os aspectos relevantes para a definição da causa.
II. Questão em discussão
3. A questão em discussão consiste em saber
se o acórdão foi devidamente fundamentado, bem como analisar se a
condenação por estupro de vulnerável pode ser mantida com base na
palavra da vítima e em provas testemunhais, sem reexame do conjunto
fático-probatório, conforme a Súmula 7/STJ.
4. Outra questão é a possibilidade de revisão da dosimetria da pena,
considerando a aplicação do Tema 1.202/STJ.
III. Razões de decidir
5. O Tribunal local fundamentou a condenação
em provas idôneas, incluindo a palavra da vítima, que tem valor
probante diferenciado em crimes contra a liberdade sexual.
6. A revisão do julgado demandaria o reexame do conjunto
fático-probatório, o que é inviável em sede de recurso especial,
conforme a Súmula 7/STJ.
7. O ponto da insurgência relacionado à dosimetria da pena não é
objeto de conhecimento no âmbito desta Corte Superior, porque deve
ser discutido somente em agravo interno perante o Tribunal local,
nos termos do que dispõe o art. 1.030, § 2º do CPC.
IV. Dispositivo e tese
8. Agravo regimental improvido.
Tese de julgamento: "1. A palavra da vítima em crimes contra a
liberdade sexual tem valor probante diferenciado e pode sustentar a
condenação. 2. A revisão do conjunto fático-probatório é inviável em
recurso especial, conforme a Súmula 7/STJ. 3. O ponto da
insurgência relacionado tema definido sob a sistemática dos recursos
repetitivos não é objeto de conhecimento no âmbito desta Corte
Superior, porque deve ser discutido somente em agravo interno
perante o Tribunal local, nos termos do que dispõe o art. 1.030, §
2º do CPC.".
Dispositivos relevantes citados: CPC/2015, art. 1.030, I, "b";
Código Penal, art. 213; Código Penal, art. 217-A. Jurisprudência
relevante citada: STJ, AgRg no AREsp 2.564.548/TO, Rel. Min.
Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 13/8/2024; STJ, AgRg
no AREsp 2.681.364/MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma,
julgado em 20/8/2024.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.