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AgRg no AREsp 202500616150 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2865174
- Registro
- 202500616150
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- RIBEIRO DANTAS
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-06-17
- Data de publicação
- DJEN DATA:25/06/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 17/06/2025
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. USO DE ALGEMAS EM AUDIÊNCIA. NULIDADE RELATIVA. AGRAVO
IMPROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão que
conheceu do agravo para dar provimento ao recurso especial,
restabelecendo a sentença de primeiro grau que condenou o recorrido
pelos crimes de furto simples, lesão corporal e ameaça, previstos
nos arts. 155, caput, 129, caput, e 147, caput, do Código Penal, e
determinou que a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado
de Goiás prosseguisse no julgamento do mérito da apelação
defensiva.
2. A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de
Goiás, ao apreciar o apelo defensivo, negou-lhe provimento, mas
anulou de ofício a audiência de instrução e julgamento devido ao uso
de algemas sem justificativa, em desacordo com a Súmula Vinculante
n. 11 do STF.
II. Questão em discussão
3. A questão em discussão consiste em saber
se a nulidade decorrente do uso de algemas sem justificativa durante
a audiência de instrução e julgamento, reconhecida de ofício pelo
Tribunal de origem, é válida, considerando a ausência de
demonstração de efetivo prejuízo à defesa.
III. Razões de decidir
4. A jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça entende que a utilização de algemas sem justificativa gera
nulidade de natureza relativa, que deve ser arguida oportunamente, e
que a nulidade não se declara sem demonstração de efetivo prejuízo
à defesa.
5. No caso, a defesa teve oportunidade de se defender tecnicamente
de todas as imputações, não havendo demonstração de prejuízo, o que
torna descabido o reconhecimento da nulidade de ofício pelo Tribunal
de Justiça.
IV. Dispositivo e tese
6. Agravo improvido.
Tese de julgamento: "1. A utilização de algemas sem justificativa
gera nulidade de natureza relativa, que deve ser arguida
oportunamente. 2. Não se declara nulidade sem demonstração de
efetivo prejuízo à defesa".
Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 563; CR/1988, art.
103-A, § 3º.Jurisprudência relevante citada: STJ, HC 389.105/DF,
Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em
13/08/2019; STJ, RHC 80.071/MG, Rel. Min. Felix Fischer, Quinta
Turma, julgado em 16/05/2017.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.