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AgRg no RHC 202500120991 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 210252
- Registro
- 202500120991
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-06-18
- Data de publicação
- DJEN DATA:26/06/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 18/06/2025
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS
CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA.
DESCUMPRIMENTO DE MEDIDAS CAUTELARES. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CUSTÓDIA
CAUTELAR MANTIDA NA PRONÚNCIA. PERSISTÊNCIA DOS MOTIVOS. RÉU QUE
PERMANECEU PRESO DURANTE A INSTRUÇÃO. FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA NÃO IMPUGNADOS. SÚMULA 182/STJ. AGRAVO NÃO CONHECIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que negou
provimento ao recurso em habeas corpus, por deixar de vislumbrar
ilegalidade na decretação e na manutenção da prisão preventiva do
recorrente, pronunciado pela suposta prática do crime de tentativa
de homicídio qualificado.
2. A prisão preventiva foi decretada em razão do descumprimento do
recolhimento domiciliar noturno por, pelo menos, 16 vezes, apesar da
aplicação da cautelar de monitoração eletrônica.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
3. A questão em discussão consiste em analisar se o agravo
regimental atende aos pressupostos de admissibilidade, para, assim,
ser conhecido e, se o caso, provido. Outra questão é saber se a
manutenção da prisão preventiva é justificada pelo descumprimento
reiterado de medidas cautelares impostas como alternativas à prisão.
III. RAZÕES DE DECIDIR
4. Conforme jurisprudência desta Corte de Justiça, "O descumprimento
reiterado de medidas cautelares impostas como alternativa à prisão,
especialmente a monitoração eletrônica, justifica o
restabelecimento da custódia preventiva, evidenciando a
insuficiência de medidas diversas da prisão para garantir a
aplicação da lei penal" (AgRg no RHC 190787 / PA, Relator Ministro
Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, 11/3/2025, DJEN
19/3/2025).
5. Na hipótese em que o réu permaneceu preso durante a instrução, é
inexigível fundamentação exaustiva para a manutenção da custódia
cautelar na pronúncia, sendo suficiente a demonstração de que
permanecem inalterados os motivos que levaram à decretação da medida
extrema.
6. O Tribunal de origem deixou de analisar questões relacionadas ao
ânimo do agente, como desistência voluntária ou influência de
relevante valor moral, e não comportam análise na via do habeas
corpus.
7. O agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos da
decisão agravada, inviabilizando o conhecimento do agravo
regimental, conforme art. 1.021, § 1º, do CPC e Súmula n. 182 do
STJ.
IV. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.