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AgRg no HC 202501175476 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 993740
- Registro
- 202501175476
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-06-18
- Data de publicação
- DJEN DATA:26/06/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 18/06/2025
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA ARMADA.
PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA.
PERICULOSIDADE SOCIAL. MODUS OPERANDI ORGANIZADO. MEDIDAS CAUTELARES
DIVERSAS INSUFICIENTES. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que
denegou habeas corpus impetrado em favor de paciente denunciado pela
suposta prática do crime de associação criminosa armada (art. 288,
parágrafo único, do Código Penal), cuja prisão preventiva foi
decretada para garantia da ordem pública. A defesa alega ausência de
requisitos autorizadores da medida, desproporcionalidade da prisão
e viabilidade de substituição por medidas cautelares diversas.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. A questão em discussão consiste em determinar se a prisão
preventiva do agravante, decretada em razão de sua suposta
participação em associação criminosa armada envolvida na prática de
roubos em série, está suficientemente fundamentada e se é compatível
com os princípios da proporcionalidade e da necessidade cautelar.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. A segregação cautelar está devidamente fundamentada na
necessidade de garantir a ordem pública, tendo em vista a gravidade
concreta dos fatos e a estrutura organizada do grupo criminoso,
responsável por diversos roubos de relógios de luxo praticados com
violência e armas de fogo em bairros nobres de São Paulo.
4. O decreto prisional ressalva o modus operandi reiterado, a
apreensão de armas, munições e objetos relacionados aos crimes, bem
como a identificação do agravante como responsável pela logística da
organização.
5. A jurisprudência do STJ admite a prisão preventiva de membros de
grupo criminoso como forma de cessar a continuidade delitiva,
especialmente quando há risco concreto de reiteração.
6. As condições pessoais favoráveis do agravante não afastam, por si
sós, a necessidade da medida extrema, quando presentes fundamentos
concretos que demonstrem periculosidade social e risco à ordem
pública.
7. A aplicação de medidas cautelares alternativas mostra-se
insuficiente diante das circunstâncias do caso concreto e da posição
ocupada pelo agravante na suposta associação criminosa.
8. A alegação de desproporcionalidade da prisão cautelar em face de
eventual regime aberto em caso de condenação constitui prognóstico
prematuro, insuscetível de ser avaliado em sede de habeas corpus.
9. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.