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AgRg no HC 202500947565 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 989875
- Registro
- 202500947565
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-06-18
- Data de publicação
- DJEN DATA:26/06/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 18/06/2025
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.
ESTUPRO DE VULNERÁVEL. HC NÃO CONHECIDO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO
PRÓPRIO. INADMISSIBILIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. PROVA
TESTEMUNHAL DA VÍTIMA, AINDA QUE COM PEQUENAS VARIAÇÕES, FIRMEMENTE
CORROBORADA. DOSIMETRIA DA PENA: TENRA IDADE DA VÍTIMA E
CONSEQUÊNCIAS PSICOLÓGICAS JUSTIFICAM EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE, SEM
BIS IN IDEM. AGRAVANTE DE HOSPITALIDADE RECONHECIDA DE OFÍCIO.
AGRAVO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não
conheceu do habeas corpus, no qual se alegava cerceamento de defesa,
contradições no depoimento da vítima, bis in idem na dosimetria da
pena, afronta ao princípio in dubio pro reo e violação do
contraditório pela aplicação de agravante não arguida pelo
Ministério Público.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. A questão em discussão consiste em saber se houve cerceamento de
defesa e contradições relevantes no depoimento da vítima que
pudessem comprometer a condenação do acusado.
3. A questão em discussão consiste em saber se a dosimetria da pena
incorreu em bis in idem ao considerar a tenra idade da vítima como
circunstância judicial para exasperação da pena-base.
4. A questão em discussão consiste em saber se a aplicação de
agravante de hospitalidade, não arguida pelo Ministério Público,
violou o contraditório e a ampla defesa.
III. RAZÕES DE DECIDIR
5. A decisão monocrática foi mantida por seus próprios fundamentos,
considerando que o habeas corpus não se presta ao revolvimento
fático-probatório, salvo em casos de teratologia patente, o que não
se verificou nos autos.
6. O acórdão recorrido examinou detidamente os depoimentos
colacionados pela defesa, apontando motivos fáticos para a
desconsideração daqueles que evidenciavam animosidade e falta de
clareza em pontos cruciais.
7. As contradições no depoimento da vítima foram consideradas
periféricas e não comprometeram o núcleo central do relato, que se
mostrou coerente e harmônico com os demais elementos probatórios.
8. A tenra idade da vítima foi considerada circunstância judicial
apta a exasperar a pena-base, sem configurar bis in idem, conforme
precedentes desta Corte.
9. A aplicação da agravante de hospitalidade foi devidamente
fundamentada e respeitou os princípios do contraditório e da ampla
defesa.
IV. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.