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AgRg no AREsp 202401077524 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2600503
- Registro
- 202401077524
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- ANTONIO SALDANHA PALHEIRO
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-06-17
- Data de publicação
- DJEN DATA:25/06/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 17/06/2025
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO PENAL.
CORRUPÇÃO PASSIVA. PLEITO DECLARAÇÃO DE NULIDADE DA PROVA DECORRENTE
DE GRAVAÇÃO CLANDESTINA DE CONVERSA POR UM DOS INTERLOCUTORES.
IMPROCEDÊNCIA. ADMISSIBILIDADE PELO STJ DE TAL PROVA NO PROCESSO
PENAL. TESE DE NULIDADE DA PROVA DECORRENTE DE 'PRINT' DE CONVERSA
DE WHATSAPP. NÃO ACOLHIMENTO. AUSÊNCIA DE ALEGAÇÃO OU PROVA DA
QUEBRA DE CADEIA DE CUSTÓDIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. A tese recursal de que a gravação clandestina, por conta do
artigo 8º-A da Lei nº 9.296/96, introduzido pela nº 13.964/2019,
passou a depender de prévia autorização judicial, devendo haver
overruling da compreensão inversa fixada pelo STF e pelo STJ, não
tem amparo na jurisprudência desta Corte Superior, vez que, mesmo
após a vigência da Lei 13.964/2019, esta Corte Superior tem validado
a prova em processo penal decorrente da indigitada gravação
clandestina realizada por um dos interlocutores
2. Também não merece acolhida a tese dos recorrentes de ilicitude da
prova decorrente de print de conversa de whatsapp. É que a
orientação atual desta Corte Superior é no sentido de que tal
nulidade apenas existe se comprovada a quebra da cadeia de custódia
da aludida prova, o que não foi cogitado ou comprovado pelos
recorrentes.
3. Agravo regimental desprovido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.