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AgRg no RHC 202404845697 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 209369
- Registro
- 202404845697
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-06-11
- Data de publicação
- DJEN DATA:26/06/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 11/06/2025
Ementa
DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS
CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, TRÁFICO DE DROGAS, LAVAGEM DE
DINHEIRO. PRISÃO PREVENTIVA. GRAVIDADE CONCRETA DAS CONDUTAS
ILÍCITAS. POSTO DE LIDERANÇA NA ORCRIM. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA.
PERICULUM LIBERTATIS CONSTATADO. INSUFICIÊNCIA DAS MEDIDAS
CAUTELARES ALTERNATIVAS. IMPROCEDÊNCIA DAS ALEGADAS
DESPROPORCIONALIDADE E FALTA DE CONTEMPORANEIDADE DO CÁRCERE
PREVENTIVO. EXISTÊNCIA DE TESE NÃO DEBATIDA NA CORTE A QUO.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AGRAVO PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA
EXTENSÃO, NÃO PROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento
a recurso ordinário em habeas corpus, mantendo a prisão preventiva
dos agravantes, acusados de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro,
com base na gravidade concreta das condutas e no histórico
criminal.
II. Questão em discussão
2. A questão em discussão consiste em saber se a prisão preventiva
dos agravantes é justificada pela gravidade concreta das condutas
ilícitas e pelo risco à ordem pública, considerando o histórico
criminal e a suposta liderança em organização criminosa.
3. A defesa alega ausência de contemporaneidade e
desproporcionalidade na prisão preventiva, além de questionar a
falta de perícia grafotécnica nos cadernos apreendidos.
III. Razões de decidir
4. A gravidade concreta das condutas e o modus operandi justificam a
prisão preventiva para resguardar a ordem pública.
5. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça considera o
histórico criminal como fundamento concreto para a prisão
preventiva.
6. A contemporaneidade da prisão preventiva está relacionada aos
motivos que a ensejaram, não ao momento da prática delitiva.
7. A ausência de perícia grafotécnica não invalida a prisão
preventiva, pois a verossimilhança das alegações é suficiente para o
juízo cautelar.
IV. Dispositivo e tese
8. Agravo parcialmente conhecido e, nessa extensão, não provido.
Tese de julgamento: 1. A gravidade concreta das condutas e o
histórico criminal justificam a prisão preventiva para resguardar a
ordem pública. 2. A contemporaneidade da prisão preventiva refere-se
aos motivos que a ensejaram, não ao momento da prática delitiva. 3.
A ausência de perícia grafotécnica não invalida a prisão
preventiva, sendo suficiente a verossimilhança das alegações para o
juízo cautelar.
Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 282, II; CPP, art. 312,
§ 2º; CPP, art. 315, § 1º; CPP, art. 313, I. Jurisprudência
relevante citada: STJ, AgRg no HC 704.584/RS, Rel. Min. Rogério
Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 08/03/2022; STJ, AgRg no HC
694.430/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em
16/11/2021; STF, RHC 123.812/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe
17/10/2014.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.