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AgRg no HC 202401942186 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 917626
- Registro
- 202401942186
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- OG FERNANDES
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-07-01
- Data de publicação
- DJEN DATA:07/07/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 01/07/2025
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO
PARA O TRÁFICO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DAS INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS.
PROVA EMPRESTADA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO CABAL DE ILICITUDE.
REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE NA VIA ELEITA.
CONDENAÇÃO FUNDADA EM CONJUNTO PROBATÓRIO ROBUSTO. PRETENSÃO DE
APLICAÇÃO DO TRÁFICO PRIVILEGIADO. INCOMPATIBILIDADE COM A
CONDENAÇÃO POR ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. AGRAVO REGIMENTAL
IMPROVIDO.
1. A alegação de nulidade das interceptações telefônicas utilizadas
para embasar a condenação não encontra amparo na estreita via
cognitiva do habeas corpus quando a aferição da suposta ilicitude
demanda a análise de elementos não constantes dos autos ou o reexame
da prova produzida nas instâncias ordinárias.
2. A jurisprudência desta Corte é firme ao estabelecer que, para que
a prova emprestada seja considerada ilícita, é necessário
demonstrar de forma cabal a ausência de contraditório, de
autorização judicial válida ou a quebra da cadeia de custódia, o que
não se evidencia no caso concreto.
3. A pretensão absolutória quanto ao delito de associação para o
tráfico, com fundamento na inexistência de estabilidade e
permanência na atuação do paciente, esbarra na necessidade de
revolvimento fático-probatório, providência inviável em habeas
corpus.
4. A condenação pelo crime previsto no art. 35 da Lei n.
11.343/2006, por si só, afasta a aplicação da causa especial de
diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da mesma norma.
5. Agravo regimental improvido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.