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AgRg no HC 202501245583 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 995106
- Registro
- 202501245583
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-06-24
- Data de publicação
- DJEN DATA:30/06/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 24/06/2025
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS.
NULIDADE DA PRONÚNCIA. PRECLUSÃO. AGRAVO NÃO PROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão que
denegou ordem em habeas corpus, pleiteando o reconhecimento da
nulidade da decisão de pronúncia e da subsequente condenação do
paciente.
2. A defesa alega que a pronúncia foi baseada exclusivamente em
prova inquisitorial, sem confirmação judicial sob o crivo do
contraditório, violando o art. 155 do CPP e os princípios
constitucionais do contraditório e da ampla defesa.
II. Questão em discussão
3. A questão em discussão consiste em saber
se a decisão de pronúncia, fundamentada exclusivamente em elementos
da fase inquisitorial, sem confirmação judicial, é nula, mesmo após
a superveniência de sentença condenatória pelo Tribunal do Júri.
III. Razões de decidir
4. A condenação pelo Tribunal do Júri, cujo
veredito é soberano, esvazia a discussão sobre a nulidade da
pronúncia, tornando-a prejudicada e sem objeto.
5. A defesa não recorreu da decisão de pronúncia na época própria,
configurando-se a preclusão.
6. A revisão criminal anterior já havia rejeitado a tese de
nulidade, considerando que havia provas suficientes nos autos e que
não se pode desconstituir a coisa julgada sem fato novo relevante.
7. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão
criminal, nem para rediscutir matéria preclusa ou coberta pela coisa
julgada.
IV. Dispositivo e tese
8. Agravo regimental não provido.
Tese de julgamento: "1. A superveniência de sentença condenatória
pelo Tribunal do Júri esvazia a discussão sobre a nulidade da
pronúncia. 2. A preclusão impede a rediscussão de nulidades não
arguidas no momento oportuno. 3. O habeas corpus não pode ser
utilizado como sucedâneo de revisão criminal para rediscutir matéria
preclusa ou coberta pela coisa julgada".
Dispositivos relevantes citados: CF/1988, art. 5º, XXXVIII, "c";
CPP, art. 155.Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC
861084 MG, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, j.
04/12/2023; STJ, AgRg no HC 429.228/PR, Rel. Min. Antônio Saldanha
Palheiro, Sexta Turma, DJe 12/3/2019.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.