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AgRg no REsp 202402948369 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2162584
- Registro
- 202402948369
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-07-01
- Data de publicação
- DJEN DATA:05/08/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 01/07/2025
Ementa
DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. ROUBO MAJORADO. DOSIMETRIA DA
PENA. CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E IDÔNEA.
DESPROPORCIONALIDADE NA SEGUNDA FASE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 282 E 356 DO
STF. TERCEIRA ETAPA. OBSERVÂNCIA DA SÚMULA N. 443/STJ. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que negou
provimento ao recurso especial, no qual se discutia a dosimetria da
pena aplicada em sentença condenatória por roubo circunstanciado.
II. Questão em discussão
2. A questão em discussão consiste em saber se houve ilegalidade ou
desproporcionalidade na fixação da pena-base e nas fases
subsequentes da dosimetria.
3. A questão também envolve a análise da necessidade de
prequestionamento das teses não apreciadas pelo Tribunal de origem,
em relação à segunda fase da dosimetria.
III. Razões de decidir
4. A legislação penal brasileira não estabelece critério matemático
para a fixação da pena-base, permitindo ao julgador
discricionariedade vinculada, desde que a fundamentação seja idônea
e concreta.
5. Na primeira fase da dosimetria, a pena-base foi fixada com base
em circunstâncias concretas do crime, não havendo
desproporcionalidade ou ilegalidade manifesta.
6. Na segunda fase, a ausência de prequestionamento das teses
suscitadas impede a análise do recurso especial, conforme as Súmulas
282 e 356 do STF.
7. Na terceira etapa, o aumento da pena foi fundamentado em
elementos concretos, em conformidade com a Súmula 443 do STJ, não se
limitando a um critério aritmético.
IV. Dispositivo e tese
8. Agravo regimental não provido.
Tese de julgamento: "1. A fixação da pena-base não está sujeita a
critério matemático rígido, exigindo-se fundamentação idônea e
concreta. 2. A ausência de prequestionamento impede a análise de
teses não apreciadas pelo Tribunal de origem. 3. O aumento da pena
na terceira fase da dosimetria deve ser fundamentado em elementos
concretos, conforme a Súmula 443 do STJ".
Dispositivos relevantes citados: CP, art. 59; CP, art. 157, § 2º;
CF/1988, art. 93, IX. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no
HC 869.676/MT, Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe
11/4/2024; STJ, AgRg no HC 603.620/MS, Min. Sebastião Reis Júnior,
Sexta Turma, DJe 9/10/2020; STJ, AgRg no AREsp 2.466.029/SC, Min.
Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 14/2/2024.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.