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AgRg no HC 202502050658 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 1009171
- Registro
- 202502050658
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- OG FERNANDES
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-05
- Data de publicação
- DJEN DATA:14/08/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 05/08/2025
Ementa
PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CRIMES
CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. MEDIDA CAUTELAR DE MONITORAÇÃO
ELETRÔNICA. PRORROGAÇÃO DO PRAZO. DECISÃO FUNDAMENTADA.
PROPORCIONALIDADE. DA MEDIDA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
1. Qualquer medida cautelar está submetida ao estado de permanência
das circunstâncias (cláusula rebus sic stantibus), devendo ser
mantida até quando perdurarem as circunstâncias fáticas que
ensejaram a sua decretação.
2. Na origem, foi proferida decisão em que se prorrogou, pela
terceira vez, por mais 90 dias, a monitoração eletrônica do
recorrente.
3. Extrai-se da decisão que permanecem hígidos os fundamentos
determinantes para a fixação da medida cautelar, sobretudo para
fiscalizar e acompanhar o cumprimento de outras medidas cautelares -
proibição de se aproximar de determinadas pessoas e de frequentar
lugares específicos - e assegurar a instrução criminal.
4. O aguardo das investigações, em especial da realização de perícia
no aparelho celular apreendido na posse do agravante, longe de
evidenciar ilegalidade ou antecipação de pena, reforça a prudência
na manutenção da monitoração eletrônica, justamente como meio de
garantir a eficácia e a integridade da persecução penal, visto que o
investigado exerce a função pública de Promotor de Justiça -
condição que facilitaria o contato ou até poderia constranger
servidores que atuam na Justiça -, de modo que está demonstrada a
imprescindibilidade da cautelar para assegurar a conveniência da
instrução criminal.
5. Agravo regimental improvido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.