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AgRg no AREsp 202501298054 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2908439
- Registro
- 202501298054
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- ROGERIO SCHIETTI CRUZ
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-12
- Data de publicação
- DJEN DATA:15/08/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 12/08/2025
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. LATROCÍNIO. REVISÃO
CRIMINAL PROPOSTA FORA DAS HIPÓTESES LEGAIS. USO COMO SEGUNDA
APELAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 83 DO STJ. PRETENSÃO DE
ABSOLVIÇÃO. SÚMULA N. 7 DO STJ. TESE DEFENSIVA. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL
NÃO PROVIDO.
1. A Corte estadual não conheceu do pedido de revisão criminal, sob
os fundamentos de que a defesa não trouxe provas novas aptas a
desconstituir a condenação e fez uso da ação revisional como se
fosse segunda apelação, o que não se admite.
2. O entendimento firmado no acórdão está em conformidade com a
jurisprudência do STJ, segundo a qual: "A revisão criminal tem o seu
cabimento previsto no rol taxativo do art. 621, I, II e III, do
Código de Processo Penal, não constituindo instrumento adequado para
reabrir, a qualquer tempo, a discussão sobre questões decididas
fundamentadamente e de forma definitiva, por simples irresignação ou
descontentamento da parte em relação ao provimento jurisdicional
transitado em julgado" (AgRg na RvCr n. 5.713/DF, relator Ministro
Jorge Mussi, Corte Especial, julgado em 7/6/2022, DJe de 9/6/2022).
3. É assente a orientação deste Superior Tribunal, de que "a revisão
criminal não pode ser adotada como segunda apelação, pretensão esta
claramente visada pela defesa ao postular rediscussão de matéria
com revolvimento de acervo probatório" (AgRg no HC n. 868.096/MS,
relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado
em 28/11/2023, DJe de 1/12/2023).
4. "A fundamentação baseada apenas na insuficiência probatória não
autoriza o Tribunal de origem a proferir juízo absolutório, no
âmbito de revisão criminal, pois essa situação não se identifica com
o alcance do disposto no art. 621, I e III, do Código de Processo
Penal" (AgRg no HC n. 904.012/MG, relator Ministro Og Fernandes,
Sexta Turma, julgado em 14/4/2025, DJEN de 24/4/2025).
5. Alterar a conclusão do Tribunal estadual, de que a defesa não
trouxe provas novas aptas a desconstituir a condenação demandaria
reexame de fatos e provas, o que encontra óbice na Súmula n. 7 do
STJ.
6. Mais especificamente, no que se refere à tese de que a condenação
está baseada em depoimentos dos corréus, conflitantes entre si e
divergentes das declarações da vítima sobrevivente, essa matéria não
está prequestionada, pois não foi debatida no acórdão recorrido, e
a defesa não opôs embargos de declaração com o objetivo de sanar
eventual omissão quanto à análise do tema, o que atrai a aplicação,
por analogia, das Súmulas n. 282 e 356 do STF.
7. Agravo regimental não provido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.