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AgRg no HC 202502242976 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 1012764
- Registro
- 202502242976
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- REYNALDO SOARES DA FONSECA
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-05
- Data de publicação
- DJEN DATA:15/08/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 05/08/2025
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ROUBO. RECONHECIMENTO DE
PESSOAS. ART. 226 DO CPP. IDENTIFICAÇÃO NOMINAL DE PESSOA CONHECIDA.
DESNECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA FORMAL. CORROBORAÇÃO POR OUTRAS
PROVAS. UTILIZAÇÃO DE PROVAS COLHIDAS NO INQUÉRITO CORROBORADAS EM
JUÍZO. PEDIDO SUBSIDIÁRIO. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO
PROVIDO.
1. As diretrizes do art. 226 do Código de Processo Penal são
obrigatórias para o reconhecimento de pessoas, sob pena de
invalidade do ato, contudo, não se exige sua observância quando se
trata de identificação nominal de pessoa conhecida.
2. No caso concreto, a dinâmica fática demonstrou que a vítima não
conhecia o acusado, mas a testemunha intermediária (amiga) tinha
conhecimento prévio de sua identidade, configurando hipótese de
identificação e não de reconhecimento formal.
3. A decisão condenatória não se baseou exclusivamente no ato de
identificação, mas em conjunto probatório robusto, incluindo
depoimentos de testemunhas, vítima e outros elementos judiciais, em
conformidade com o art. 155 do CPP.
4. Incabível o pedido subsidiário de que seja determinada a remessa
dos autos a esta Corte Superior para julgamento do recurso especial,
pois "não cabe habeas corpus para impugnar juízo de admissibilidade
recursal, porquanto é questão processual alheia ao direito de
locomoção. (AgRg no HC n. 973.869/TO, relator Ministro Joel Ilan
Paciornik, Quinta Turma, julgado em 6/5/2025, DJEN de 9/5/2025.).
5. Agravo regimental não provido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.