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AgRg no HC 202404503517 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 964028
- Registro
- 202404503517
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-19
- Data de publicação
- DJEN DATA:25/08/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 19/08/2025
Ementa
DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE
DROGAS. INCIDÊNCIA DA MINORANTE DO TRÁFICO PRIVILEGIADO.
IMPOSSIBILIDADE. DEDICAÇÃO A ATIVIDADES CRIMINOSAS. NECESSIDADE DE
DILAÇÃO PROBATÓRIA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. DESPROVIMENTO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não
conheceu do habeas corpus, no qual se buscava a aplicação da causa
especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de
Drogas.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. A questão em discussão consiste em saber se o agravante preenche
os requisitos para a aplicação da causa de diminuição do tráfico
privilegiado, conforme o § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006.
3. A defesa sustenta indevida presunção de dedicação às atividades
criminosas e a ocorrência de bis in idem em razão da utilização da
quantidade dos entorpecentes em mais de uma fase da dosimetria, além
de alegar ser mula do tráfico.
III. RAZÕES DE DECIDIR
4. O Tribunal de origem, ao analisar os fatos e provas, concluiu com
base em elementos concretos que o agravante se dedicava à atividade
criminosa, considerados diversos elementos probatórios, mormente as
interceptações telefônicas do agravante, com evidências indicativas
de sua participação em posição de destaque de organização
criminosa.
5. A revisão do conjunto probatório para acolher a tese defensiva é
inviável no âmbito do habeas corpus, que não comporta dilação
probatória.
6. A decisão também destacou que a quantidade dos entorpecentes foi
utilizada como mero reforço argumentativo na terceira fase da
dosimetria, em conjunto com outras circunstâncias concretas,
deixando de configurar-se bis in idem.
IV. DISPOSITIVO E TESE
7. Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento: "1. A dedicação à atividade criminosa
inviabiliza a aplicação do tráfico privilegiado. 2. A quantidade e a
natureza da droga podem ser utilizadas como reforço argumentativo
na dosimetria da pena, sem configurar bis in idem, quando conjugadas
com outras circunstâncias concretas.".Dispositivos relevantes
citados: Lei n. 11.343/2006, art. 33, § 4º; CF/1988, art. 5º,
LXVIII. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC
849.414/SP, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em
11/12/2023; STJ, AgRg no HC 780.529/SP, Rel. Min. Daniela Teixeira,
Quinta Turma, julgado em 24/6/2024.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.