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AgRg nos EDcl no AgRg no HC 202302128763 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 832729
- Registro
- 202302128763
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- ROGERIO SCHIETTI CRUZ
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-13
- Data de publicação
- DJEN DATA:19/08/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 13/08/2025
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL EM
HABEAS CORPUS. ROUBO. INTERROGATÓRIO. ADVERTÊNCIA QUANTO AO DIREITO
DE PERMANECER EM SILÊNCIO. INTERROGADO QUE ASSINOU DECLARAÇÃO
ACERCA DA CIÊNCIA DOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS. NULIDADE RELATIVA.
PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. O direito ao silêncio é um corolário do princípio nemo tenetur se
detegere; constitui uma garantia contra a autoincriminação, segundo
a qual ninguém é compelido a produzir evidência contra si próprio.
Em outras palavras, nenhuma pessoa pode ser coagida a fornecer
involuntariamente qualquer tipo de informação ou declaração que
possa incriminá-la, direta ou indiretamente.
2. No caso concreto, ainda que a advertência não conste na gravação,
todos os acusados assinaram expressamente a ciência acerca dos seus
direitos constitucionais, inclusive referência ao direito ao
silêncio e à possibilidade de constituírem advogados.
3. Ademais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça tem
entendimento consolidado de que a ausência de informação quanto ao
direito ao silêncio gera apenas nulidade relativa, cuja declaração
depende da comprovação do prejuízo, o que não ocorreu, até mesmo
porque a tese nem sequer está sendo suscitada pelo acusado que teve
seus direitos supostamente desrespeitados.
4. Agravo regimental não provido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.