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AgRg no REsp 202501427791 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2209315
- Registro
- 202501427791
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- ANTONIO SALDANHA PALHEIRO
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-13
- Data de publicação
- DJEN DATA:18/08/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 13/08/2025
Ementa
PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL.
CONTINUIDADE DELITIVA. FRAÇÃO MÁXIMA. TEMA REPETITIVO N. 1.202.
RECURSO MINISTERIAL PROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. A tese fixada no Tema n. 1.202 do STJ, firmada sob a sistemática
dos recursos repetitivos, é no sentido de que, "no crime de estupro
de vulnerável, é possível a aplicação da fração máxima de majoração
prevista no art. 71, caput, do Código Penal, ainda que não haja a
delimitação precisa do número de atos sexuais praticados, desde que
o longo período de tempo e a recorrência das condutas permita
concluir que houve 7 (sete) ou mais repetições" (REsp n.
2.029.482/RJ, relatora Ministra Laurita Vaz, Terceira Seção, julgado
em 17/10/2023, DJe de 20/10/2023).
2. No caso, o quadro fático apresentado demonstra situação em que os
abusos cometidos pelo réu se estenderam por período considerável de
tempo, inclusive tendo a vítima descrito a ocorrência de pelo menos
10 abusos cometidos em três locais diferentes, situação que
permitiu a conclusão de que houve a repetição de condutas, por ao
menos 7 vezes, a justificar a aplicação da continuidade delitiva no
patamar máximo.
3. Agravo regimental desprovido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.