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AgRg no AREsp 202300276074 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2287732
- Registro
- 202300276074
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- ANTONIO SALDANHA PALHEIRO
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-05
- Data de publicação
- DJEN DATA:20/08/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 05/08/2025
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. IMPORTUNAÇÃO
SEXUAL. SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. PENA MÍNIMA SUPERIOR A UM
ANO. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DO BENEFÍCIO. SÚMULA 243/STJ.
PRETENSÃO ABSOLUTÓRIA. REEXAME DAS CONCLUSÕES ORIGINÁRIAS.
NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA 7/STJ. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS SOFRIDOS PELA VÍTIMA.
TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA. INÍCIO DA PRÁTICA CRIMINOSA. SÚMULA
54/STJ. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. Nos termos da Súmula 243/STJ, o benefício da suspensão do
processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em
concurso material, concurso formal ou continuidade delitiva, quando
a pena mínima cominada, seja pelo somatório, seja pela incidência
da majorante, ultrapassar o limite de um ano.
2. A alteração das conclusões a que chegaram as instâncias
antecedentes demandaria a incursão no acervo fático e probatório dos
autos, o que não é possível nesta via especial, em razão do óbice
da Súmula 7/STJ.
3. O termo inicial para os juros de mora da indenização pelos danos
morais causados à vítima deve incidir a partir da data apontada como
início das práticas criminosas perpetradas pelo sentenciado.
4. Agravo regimental desprovido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.