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AgRg no REsp 202501258597 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2207493
- Registro
- 202501258597
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- RIBEIRO DANTAS
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-13
- Data de publicação
- DJEN DATA:18/08/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 13/08/2025
Ementa
DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. VIOLAÇÃO SEXUAL MEDIANTE FRAUDE.
REEXAME DE PROVAS. AGRAVO IMPROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto pelo MPF contra
decisão monocrática que não conheceu do recurso especial do MP/DFT,
sob o fundamento de incidência da Súmula 7/STJ.
II. Questão em discussão
2. A questão em discussão consiste em saber
se é necessária a condenação do réu por violação sexual mediante
fraude (art. 215 do CP), sem incidir na vedação da Súmula 7/STJ.
III. Razões de decidir
3. O Tribunal de origem concluiu que não houve
prova suficiente para demonstrar a fraude ou indução a erro da
vítima, absolvendo então o acusado.
4. A pretensão do Ministério Público de reexaminar o conjunto
fático-probatório para concluir pela ocorrência fraude é incabível
em sede de recurso especial, conforme a Súmula 7/STJ.
5. A revaloração fática é admitida em recurso especial apenas quando
há fatos incontroversos, o que não é o caso presente, onde há
controvérsia sobre os fatos efetivamente ocorridos.
IV. Dispositivo e tese
6. Agravo regimental improvido.
Tese de julgamento: "1. A revaloração fática em recurso especial é
admitida apenas quando há fatos incontroversos. 2. A Súmula 7/STJ
impede o reexame do conjunto fático-probatório para alterar decisão
absolutória por insuficiência de provas".
Dispositivos relevantes citados: CP, art. 215.Jurisprudência
relevante citada: STJ, AgRg no AREsp 2.685.569/RJ, Rel. Min. Joel
Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 03.12.2024; STJ, AgRg no
AREsp 1.763.930/RJ, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
Turma, julgado em 14.09.2022.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.