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AgRg no AREsp 202600232870 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 3156951
- Registro
- 202600232870
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- CARLOS PIRES BRANDÃO
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2026-05-27
- Data de publicação
- DJEN DATA:02/06/2026
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 27/05/2026
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AO ÓBICE DA
SÚMULA 7/STJ. APLICAÇÃO DA SÚMULA 182/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO
PROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não
conheceu de agravo em recurso especial, em virtude da incidência da
Súmula n. 182/STJ, por ausência de impugnação efetiva ao óbice da
Súmula n. 7/STJ aplicado pela instância de origem.
2. O Tribunal de origem inadmitiu o recurso especial com fundamento
nas Súmulas n. 284/STF e n. 7/STJ, o que motivou a interposição de
agravo em recurso especial, posteriormente não conhecido com base na
Súmula n. 182/STJ.
3. No presente agravo regimental, o agravante afirma que o agravo em
recurso especial teria impugnado, em tópico específico, o óbice do
reexame fático-probatório, sustentando tratar-se de mera revaloração
jurídica dos fatos.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. A questão em discussão consiste em saber se o agravo em recurso
especial pode ser conhecido quando não há impugnação específica e
eficaz ao fundamento de inadmissibilidade relativo à incidência da
Súmula n. 7/STJ, aplicado pelo Tribunal de origem.
5. A questão em discussão consiste, ainda, em definir se a mera
alegação genérica de revaloração jurídica dos fatos é suficiente
para afastar o óbice da Súmula n. 7/STJ ou se é necessário que o
recorrente demonstre, mediante cotejo analítico com as premissas
fáticas do acórdão recorrido, que a pretensão recursal não demanda
reexame do conjunto fático-probatório.
III. RAZÕES DE DECIDIR
6. O agravo em recurso especial não impugnou de forma concreta e
específica o fundamento da decisão de inadmissibilidade que aplicou
a Súmula n. 7/STJ, limitando-se a alegações genéricas de que não
pretendia o reexame de provas.
7. Para afastar o óbice da Súmula n. 7/STJ, o recorrente deve
demonstrar, mediante cotejo analítico entre as premissas fáticas
fixadas no acórdão recorrido e as teses recursais, que a modificação
do entendimento jurídico pretendida prescinde da reanálise do
conjunto fático-probatório, restringindo-se à revaloração jurídica
de fatos já delineados.
8. Inexistindo essa demonstração técnica, permanecem hígidos os
fundamentos da decisão que não conheceu do agravo em recurso
especial, subsistindo a incidência da Súmula n. 182/STJ e impondo-se
o desprovimento do agravo regimental.
IV. DISPOSITIVO
9. Resultado do Julgamento: Agravo regimental não provido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.