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AgInt no AREsp 202500768249 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2875482
- Registro
- 202500768249
- Classe
- AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- RAUL ARAÚJO
- Órgão julgador
- QUARTA TURMA
- Data da decisão
- 2026-06-15
- Data de publicação
- DJEN DATA:19/06/2026
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 15/06/2026
Ementa
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE
NÃO FAZER C/C DANOS MORAIS E MATERIAIS. PROPRIEDADE INDUSTRIAL.
DIREITO MARCÁRIO. CONCORRÊNCIA DESLEAL. MARCA "FRANGO ATROPELADO".
UTILIZAÇÃO COMO NOME DE ESTABELECIMENTO. POSSIBILIDADE DE CONFUSÃO
DO CONSUMIDOR. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. SÚMULA
7/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
1. A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de que "O exame
da colidência entre marcas não se restringe ao direito de
precedência, afigurando-se necessário levar em consideração o
princípio da territorialidade, além do princípio da especialidade
(possibilidade de coexistência de marcas semelhantes ou afins não
suscetíveis de causar associação indevida ou confusão no mercado
consumidor" (AgInt no REsp 1.663.455/SP, Relator Ministro LUIS
FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 22/11/2021, DJe de
25/11/2021).
2. Na hipótese, observa-se que o Tribunal de origem concluiu que
"não é vedado que a ré apelante ou qualquer outro restaurante se
utilize da expressão "frango atropelado" em seus cardápios, ou mesmo
em materiais publicitários, com o fim de informar aos clientes que
o prato é servido no local. Entretanto, ela não pode se valer da
marca registrada da autora para se identificar perante os
consumidores, vez que a utilização indevida de sua marca por outrem
configura violação à propriedade industrial e concorrência desleal,
devendo ser coibida. Além disso, na hipótese, ambas as partes atuam
em Campinas/SP, sendo que a autora possuí quatro unidades na
cidade". Acrescentou, ainda, que "o fato de a ré utilizar a marca da
apelante como nome de seu restaurante pode induzir o consumidor em
erro, levando-o a acreditar que o estabelecimento da ré poderia ser
uma das unidades da autora. Ainda, deve ser considerada a proteção
conferida à apelada pelo INPI, pois, não obstante não ser marca de
alto renome, a análise comparativa entre os nomes demonstra a
evidente possibilidade de confusão".
3. A pretensão de modificar o entendimento firmado pelo Tribunal de
origem acerca da possibilidade de confusão entre marcas demanda o
revolvimento do acervo fático-probatório, o que é inviável em sede
de recurso especial, nos termos da Súmula 7 do STJ.
4. Agravo interno desprovido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.