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AgRg no HC 202601815672 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 1096117
- Registro
- 202601815672
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- REYNALDO SOARES DA FONSECA
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2026-06-16
- Data de publicação
- DJEN DATA:23/06/2026
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 16/06/2026
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO
PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E CONTEMPORÂNEA. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. REINCIDÊNCIA EM CRIME
GRAVE. RISCO EFETIVO DE REITERAÇÃO DELITIVA. MEDIDAS CAUTELARES
DIVERSAS. INSUFICIÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. A prisão preventiva exige demonstração concreta da materialidade
delitiva, indícios suficientes de autoria e da necessidade da medida
para resguardar a ordem pública, nos termos do art. 312 do Código
de Processo Penal.
2. No caso, a prisão preventiva encontra-se devidamente fundamentada
nas circunstâncias concretas da prisão - tentativa de fuga,
descarte de entorpecente, apreensão de 232,74 g de maconha
fracionada para comercialização, apreensão de aparelhos celulares e
confissão informal da traficância -, bem como no risco efetivo de
reiteração delitiva, evidenciado pela reincidência em crime grave
(roubo) e pela prática de novo delito apenas dois dias após a
extinção da pena anteriormente cumprida.
4. Eventuais condições subjetivas favoráveis, como residência fixa,
trabalho lícito e constituição de família, não impedem a manutenção
da segregação cautelar quando presentes os requisitos legais
autorizadores da prisão preventiva.
5. Revelam-se inadequadas e insuficientes as medidas cautelares
diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo
Penal, diante da gravidade concreta da conduta e do efetivo risco à
ordem pública.
6. Agravo regimental não provido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.