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AgRg no AREsp 202505044078 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 3141423
- Registro
- 202505044078
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- CARLOS PIRES BRANDÃO
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2026-06-17
- Data de publicação
- DJEN DATA:25/06/2026
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 17/06/2026
Ementa
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ.
MATÉRIA CONSTITUCIONAL E CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL AFASTADA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que
conheceu do agravo em recurso especial e não conheceu do recurso
especial, em ação penal por estupro de vulnerável, nas formas
consumada e tentada, em continuidade delitiva.
2. O recorrente pretende a reconsideração para o conhecimento do
recurso especial, com anulação dos atos processuais desde a
audiência de instrução por cerceamento de defesa, ou,
subsidiariamente, a absolvição por insuficiência probatória.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
3. Há três questões em discussão: (i) saber se as teses de
cerceamento de defesa e de insuficiência probatória demandam reexame
fático-probatório, o que atrai a Súmula 7/STJ; (ii) saber se é
possível, em recurso especial, o exame de matéria constitucional e o
controle de convencionalidade relacionado ao direito de inquirir
testemunhas; e (iii) saber se houve negativa de prestação
jurisdicional no acórdão recorrido.
III. RAZÕES DE DECIDIR
4. O reconhecimento de cerceamento de defesa, por indeferimento de
substituição e de oitiva de testemunhas, pressupõe revisão das
premissas fixadas pelas instâncias ordinárias quanto à pertinência,
necessidade e imprescindibilidade da prova, o que implica reexame
fático-probatório vedado na via especial.
5. A pretensão absolutória por insuficiência probatória requer a
recomposição da valoração do conjunto de provas, especialmente das
declarações da vítima e dos elementos corroborativos, providência
incompatível com o recurso especial, que se limita ao exame de
questões jurídicas federais.
6. O magistrado é destinatário da prova e pode indeferir diligências
impertinentes ou protelatórias, desde que motivadamente; a alegação
de nulidade exige demonstração de prejuízo concreto, o que não se
evidenciou no caso.
7. O exame de afronta direta à Constituição Federal não se insere na
competência do Superior Tribunal de Justiça, e o controle de
convencionalidade invocado depende de premissas fáticas já
definidas, não se resolvendo por subsunção normativa na via
excepcional.
8. Não se verificou negativa de prestação jurisdicional, pois as
questões federais foram enfrentadas e os embargos de declaração
foram rejeitados por inexistência de omissão.
IV. DISPOSITIVO
9. Agravo regimental não provido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.