← Jurioteca
AgInt no REsp 202304361290 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2117219
- Registro
- 202304361290
- Classe
- AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- AFRÂNIO VILELA
- Órgão julgador
- SEGUNDA TURMA
- Data da decisão
- 2026-06-24
- Data de publicação
- DJEN DATA:29/06/2026
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 24/06/2026
Ementa
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL.
EXECUÇÃO FISCAL. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. PENHORA VIA
SISBAJUD. COOPERAÇÃO JURISDICIONAL (ART. 69 DO CÓDIGO PROCESSUAL
CIVIL). § 7º-B DO ART. 6º DA LRF. COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA EXECUÇÃO
FISCAL PARA A CONSTRIÇÃO E DO JUÍZO DA RECUPERAÇÃO PARA O CONTROLE
DE MANUTENÇÃO/SUBSTITUIÇÃO, A FIM DE PRESERVAR A ATIVIDADE
EMPRESARIAL (ART. 47 DA LRF). AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
1. A decisão monocrática determinou a comunicação ao juízo
recuperacional antes de novas medidas constritivas. Consonância com
a jurisprudência do STJ. Súmula 83/STJ.
2. O agravo interno não merece prosperar, pois a ausência de
argumentos hábeis para desconstituir os fundamentos da decisão ora
agravada torna inalterado o entendimento nela firmado.
3. A decisão agravada harmoniza a competência do juízo da execução
fiscal com o controle do juízo da recuperação judicial, impondo a
cooperação jurisdicional (art. 69 do CPC) e a comunicação imediata,
conforme precedentes que reafirmam que "cabe ao juízo da recuperação
judicial verificar a viabilidade da constrição efetuada em sede de
execução fiscal (...) podendo determinar eventual substituição".
4. No agravo interno, a FESP invoca precedentes que, embora afirmem
a competência do juízo da execução fiscal para penhorar, igualmente
reafirmam o controle pelo juízo recuperacional.
5. Agravo interno improvido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.