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AgRg no HC 202500558173 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 982974
- Registro
- 202500558173
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- SEBASTIÃO REIS JÚNIOR
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-27
- Data de publicação
- DJEN DATA:02/09/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 27/08/2025
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. BUSCA
PESSOAL. PROVAS ILÍCITAS. AGRAVO IMPROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto pelo Ministério
Público Federal contra decisão que concedeu liminarmente a ordem em
habeas corpus em benefício de réu condenado por tráfico de drogas,
alegando coação ilegal manifesta na busca pessoal realizada.
2. Fato relevante. A abordagem do réu foi motivada por nervosismo ao
avistar a viatura policial, resultando na apreensão de porções de
drogas. A decisão de primeira instância foi mantida pelas instâncias
ordinárias.
3. As decisões anteriores. A decisão liminar concedeu a ordem em
habeas corpus, considerando a busca pessoal ilegal por ausência de
situação flagrancial e constrangimento ilegal evidenciado.
II. Questão em discussão
4. A questão em discussão consiste em saber
se a abordagem policial, motivada apenas pelo nervosismo do réu,
constitui justa causa para a busca pessoal e a consequente validade
das provas obtidas.
III. Razões de decidir
5. A jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça é firme no sentido de que o mero nervosismo não constitui
fundada suspeita para justificar busca pessoal, tornando ilícitas as
provas obtidas.
6. A abordagem policial deve ser fundamentada em justa causa, o que
não se verificou no caso, uma vez que a única motivação foi o
nervosismo do réu, sem qualquer outra evidência de atividade
criminosa.
7. A ausência de situação flagrancial e a falta de justa causa para
a busca pessoal configuram constrangimento ilegal, invalidando as
provas obtidas e justificando a concessão da ordem em habeas corpus.
IV. Dispositivo e tese
8. Agravo regimental improvido.
Tese de julgamento: "1. O mero nervosismo do indivíduo não
constitui justa causa para busca pessoal. 2. A ausência de situação
flagrancial e de justa causa para a abordagem policial configura
constrangimento ilegal, invalidando as provas obtidas".
Dispositivos relevantes citados: Não há dispositivos legais
específicos citados. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no
AREsp 2.769.184/RS, Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJEN
3/1/2025; STJ, AgRg no REsp 1.994.430/BA, da minha relatoria, Sexta
Turma, DJEN 20/12/2024.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.