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AgRg no HC 202501771232 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 1004362
- Registro
- 202501771232
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- MESSOD AZULAY NETO
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-27
- Data de publicação
- DJEN DATA:02/09/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 27/08/2025
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS
SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.
AGRAVO IMPROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão que
indeferiu liminarmente habeas corpus, utilizado como substituto de
recurso próprio, visando ao trancamento de ação penal por suposta
prática de furto tentado.
2. A parte agravante alega que a decisão monocrática afastou
indevidamente o princípio da insignificância, considerando fatores
subjetivos como a contumácia na prática de crimes patrimoniais, e
que o valor da res furtiva supera por pouco o limite adotado pela
jurisprudência.
II. Questão em discussão
3. A questão em discussão consiste em saber
se o habeas corpus pode ser utilizado como substituto de recurso
próprio e se o princípio da insignificância é aplicável no caso de
furto tentado com valor da res furtiva ligeiramente superior ao
limite jurisprudencial.
III. Razões de decidir
4. O habeas corpus não é conhecido quando
impetrado em substituição a recurso próprio, salvo em caso de
flagrante ilegalidade, conforme jurisprudência pacífica do STJ e do
STF.
5. O princípio da insignificância não se aplica quando o valor da
res furtiva é superior a 10% do salário mínimo vigente à época dos
fatos e há reiteração na prática de crimes patrimoniais.
6. A decisão agravada está em conformidade com o entendimento desta
Corte de Justiça quanto ao tema, não havendo manifesta ilegalidade a
ensejar a concessão da ordem de ofício.
IV. Dispositivo e tese
7. Agravo improvido.
Tese de julgamento: "1. O habeas corpus não é conhecido quando
impetrado em substituição a recurso próprio, salvo em caso de
flagrante ilegalidade. 2. O princípio da insignificância não se
aplica quando o valor da res furtiva é superior a 10% do salário
mínimo vigente à época dos fatos e há reiteração em crimes
patrimoniais."
Dispositivos relevantes citados: Código Penal, art. 155; Código
Penal, art. 14, inciso II; Código de Processo Penal, art. 654, § 2º.
Jurisprudência relevante citada: STJ, HC 535.063-SP, Rel. Min.
Sebastião Reis Júnior, j. 10.06.2020; STF, AgRg no HC 180.365, Rel.
Min. Rosa Weber, j. 27.03.2020; STJ, AgRg no HC 992.953/SC, Rel.
Min. Ribeiro Dantas, j. 28.05.2025.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.