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HC 202502132163 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 1010732
- Registro
- 202502132163
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-25
- Data de publicação
- DJEN DATA:29/08/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 25/08/2025
Ementa
HABEAS CORPUS. PRISÃO CIVIL. ALIMENTOS. SUCEDÂNEO RECURSAL. NÃO
CABIMENTO. ILEGALIDADE MANIFESTA OU ABUSO DE PODER. NÃO
CARACTERIZADOS. SÚMULA Nº 309/STJ. CAPACIDADE ECONÔMICA DO
ALIMENTANTE. EQUÍVOCO NOS CÁLCULOS. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA.
NECESSIDADE DA VERBA ALIMENTAR. MAIORIDADE. SÚMULA Nº 358/STJ.
1. Não se admite a impetração de habeas corpus como sucedâneo
recursal. Precedentes. A demonstração da ocorrência de ilegalidade
manifesta ou abuso de poder pela autoridade coatora autoriza,
excepcionalmente, a concessão da ordem de ofício, hipótese não
evidenciada.
2. A decretação da prisão do alimentante revela-se cabível quando
não adimplidas as três últimas prestações anteriores à propositura
da execução de alimentos, bem como as parcelas vincendas no curso do
processo executório, nos termos da Súmula nº 309/STJ. Na hipótese,
o devedor efetuou pagamentos parciais.
3. O habeas corpus não é o instrumento adequado para aferir a real
capacidade financeira do alimentante de arcar com o valor executado
e a adequação dos cálculos do débito exequendo, porquanto sua
análise se mostra incompatível com a via restrita do presente writ.
Precedentes.
4. A maioridade do alimentando, isoladamente, não é suficiente para
a desconstituição da obrigação alimentar. O cancelamento de pensão
alimentícia de filho que atingiu a maioridade está sujeito à decisão
judicial, mediante contraditório, conforme Súmula nº 358/STJ. Na
hipótese, não há provas acerca da atual situação do exequente.
5. Habeas corpus não conhecido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.