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AgRg no HC 202502996730 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 1025830
- Registro
- 202502996730
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-09-02
- Data de publicação
- DJEN DATA:10/09/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 02/09/2025
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. PRISÃO PREVENTIVA.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I. Caso em
exame1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu
de habeas corpus, mantendo a prisão preventiva do agravante,
decretada com base na garantia da ordem pública, devido à gravidade
concreta dos crimes imputados e ao risco de reiteração delitiva.
II. Questão em discussão
2. A questão em discussão consiste em saber
se a prisão preventiva do agravante está devidamente fundamentada na
garantia da ordem pública, considerando a gravidade concreta dos
crimes e o risco de reiteração delitiva, ou se poderia ser
substituída por medidas cautelares diversas.
III. Razões de decidir
3. A prisão preventiva foi mantida com base na
gravidade concreta dos crimes imputados, evidenciada pela
quantidade e variedade de entorpecentes e armas apreendidas, além do
histórico criminal do agravante, que indica risco de reiteração
delitiva.
4. A jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça
reconhece como idôneos os fundamentos baseados na quantidade e
natureza das drogas, na apreensão de armamento e petrechos
relacionados ao tráfico de entorpecentes e no risco concreto de
reiteração delitiva do acusado, justificando a necessidade de
custódia cautelar para garantir a ordem pública.
5. O fato de o agente ostentar maus antecedentes, reincidência, atos
infracionais pretérito, inquérito ou mesmo ações penais em curso
constitui fundamento idôneo e suficiente para justificar a prisão
preventiva do acusado, por demonstrar sua periculosidade e risco
concreto de reiteração delitiva.
IV. Dispositivo e tese
6. Agravo regimental não provido.
Tese de julgamento:
1. A prisão preventiva pode ser mantida para garantir a ordem
pública quando há gravidade concreta dos crimes imputados e no risco
de reiteração delitiva.
Dispositivos relevantes citados: CPP, arts. 312 e 313.
Jurisprudência relevante citada: STJ, RHC 107.238/GO, Rel. Min.
Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe 12/03/2019; STJ, HC
547.861/SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe
27/02/2020; STJ, HC 547.172/MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior,
Sexta Turma, DJe 12/03/2020.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.