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AgRg no RHC 202404499100 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 208296
- Registro
- 202404499100
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-19
- Data de publicação
- DJEN DATA:25/08/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 19/08/2025
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS
CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. MEDIDA CAUTELAR DE
MONITORAMENTO ELETRÔNICO. PROPORCIONALIDADE E CONTEMPORANEIDADE DA
MEDIDA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA.
DESPROVIMENTO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento
a recurso em habeas corpus, mantendo a medida cautelar de
monitoramento eletrônico imposta à agravante, presa em flagrante por
tráfico internacional de drogas.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. A questão em discussão consiste em saber se a manutenção da
medida cautelar de monitoramento eletrônico é desproporcional e se
impede a reintegração social e a obtenção de meios lícitos de
subsistência pela agravante.
3. A questão também envolve a análise da contemporaneidade dos
riscos que justificam a medida cautelar, considerando a primariedade
e colaboração da agravante.
III. RAZÕES DE DECIDIR
4. A medida cautelar de monitoramento eletrônico atende aos
requisitos do artigo 282, incisos I e II, do Código de Processo
Penal, sendo adequada e proporcional diante da gravidade concreta do
delito e das condições pessoais da agravante.
5. A imposição do monitoramento eletrônico visa garantir a aplicação
da lei penal e prevenir riscos à instrução criminal, especialmente
considerando o histórico de viagens internacionais frequentes da
agravante.
6. O uso do aparelho de monitoramento eletrônico não constitui
impedimento absoluto ao exercício de atividades laborais, podendo
ser ocultado e não necessariamente comunicado ao empregador.
IV. DISPOSITIVO E TESE
7. Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento: "1. A medida cautelar de monitoramento
eletrônico é adequada e proporcional diante da gravidade concreta do
delito de tráfico internacional de drogas. 2. O uso do
monitoramento eletrônico não impede a obtenção de emprego, podendo
ser ocultado e não necessariamente comunicado ao empregador. 3. A
medida visa garantir a aplicação da lei penal e prevenir riscos à
instrução criminal.".Dispositivos relevantes citados: CPP, art.
282, incisos I e II. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no
HC 908.734/MT, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma,
julgado em 10.06.2024; STJ, AgRg no RHC 153.819/AL, Rel. Min.
Jesuíno Rissato, Quinta Turma, julgado em 19.10.2021.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.