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AgRg no HC 202404895770 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 972183
- Registro
- 202404895770
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-20
- Data de publicação
- DJEN DATA:26/08/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 20/08/2025
Ementa
DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE
DROGAS. CONJUNTO PROBATÓRIO. BUSCA PESSOAL. FUNDADA SUSPEITA.
DESCLASSIFICAÇÃO. RECURSO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão que denegou habeas
corpus, mantendo a condenação do recorrente por tráfico de drogas,
com base no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, em razão da
apreensão de 23 eppendorfs contendo 1.38 gramas de crack.
2. O recorrente alega ausência de elementos para caracterizar a
traficância, contradições nos depoimentos e busca pessoal sem
fundada suspeita, além de pleitear a desclassificação do delito para
o art. 28 da Lei de Drogas.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
3. A questão em discussão consiste em saber se a quantidade de droga
apreendida e as circunstâncias da prisão são suficientes para
caracterizar o tráfico de drogas, bem como se a busca pessoal foi
realizada com fundada suspeita.
4. Outra questão em discussão é a possibilidade de desclassificação
do delito de tráfico de drogas para posse para uso próprio, conforme
o art. 28 da Lei de Drogas.
III. RAZÕES DE DECIDIR
5. A decisão agravada sustentou que inexiste parâmetro legal para
definir quantidade mínima para a configuração do tráfico de drogas,
sendo possível a condenação mesmo com pequena quantidade, desde que
demonstrado o fim de mercancia por outros elementos.
6. A palavra dos policiais foi considerada regular e preponderante,
inexistindo irregularidade nas provas colhidas, mesmo diante da
existência de inquérito contra um dos policiais (não relacionado aos
fatos em questão).
7. A busca pessoal foi considerada legal, pois realizada com base em
fundada suspeita, corroborada por informações de populares e
dispensa de uma sacola ao avistar a viatura.
8. A desclassificação do delito para o art. 28 da Lei de Drogas não
é possível em sede de habeas corpus, pois exige revaloração
probatória, o que não é cabível neste instrumento.
9. O acórdão de origem demonstrou elementos concretos e baseado em
provas dos autos que comprovaram a traficância.
IV. RECURSO DESPROVIDO.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.