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AgRg nos EDcl no AREsp 202400240445 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2554912
- Registro
- 202400240445
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL
- Relator(a)
- ROGERIO SCHIETTI CRUZ
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-09-16
- Data de publicação
- DJEN DATA:23/09/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 16/09/2025
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL.
TRÁFICO TRANSNACIONAL DE DROGAS. QUEBRA DA CADEIA DE CUSTÓDIA.
PROVAS DIGITAIS. INSUFICIÊNCIA TÉCNICA DO LAUDO PERICIAL APRESENTADO
PELA DEFESA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO
REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Segundo a jurisprudência desta Corte Superior, "a cadeia de
custódia consiste no caminho idôneo a ser percorrido pela prova até
sua análise pelo expert, de modo que a ocorrência de qualquer
interferência indevida durante sua tramitação probatória pode
resultar em sua imprestabilidade para o processo de referência"
(AgRg no HC n. 829.138/RN, relator Ministro Messod Azulay Neto,
Quinta Turma, julgado em 6/2/2024, DJe de 14/2/2024).
2. No caso dos autos, ao proferir novo julgamento, o Tribunal
Regional não reconheceu como comprovada tecnicamente a quebra da
cadeia de custódia, fundamentando-se principalmente na inaptidão
técnica dos subscritores do laudo apresentado pela defesa - um
arquiteto urbanista e um engenheiro industrial elétrico - para
abordar questões específicas de informática forense. Ademais,
assentou-se que o laudo sugeria apenas possibilidades teóricas de
adulteração dos dados, sem apresentar elementos concretos que
desqualificassem o conteúdo das provas.
3. As referências da defesa a outros dois laudos técnicos em outro
processo da mesma Operação não podem ser conhecidas nestes autos
porque não foram apreciadas pelas instâncias ordinárias. Não há como
conhecer de matéria que não foi suscitada nas instâncias
ordinárias, sobretudo quando se verifica a necessidade de avaliar o
impacto da decisão sobre cada uma das provas que compõem o acervo
probatório e que conduziram à condenação do agravante em cada uma
das ações penais.
4. Para entender de modo diverso, afastando a conclusão de que o
laudo técnico não indica concretamente a manipulação da prova, seria
necessário reconhecer a capacidade técnica dos assistentes que
subscrevem o documento e admitir irregularidade na metodologia
adotada pela Polícia Federal no uso dos dados extraídos. Tal
providência exigiria o reexame do conjunto fático-probatório
amealhado durante a investigação e a instrução criminal, medida
inviável em recurso especial, conforme preconiza a Súmula n. 7 do
STJ.
5. Agravo regimental não provido
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.