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AgRg no REsp 202400914957 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2130569
- Registro
- 202400914957
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- ANTONIO SALDANHA PALHEIRO
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-27
- Data de publicação
- DJEN DATA:02/09/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 27/08/2025
Ementa
PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. MOEDA FALSA.
ART. 289, §1º, DO CÓDIGO PENAL. OPERAÇÃO POLICIAL. FLAGRANTE
ESPERADO. ALEGAÇÃO DE AÇÃO CONTROLADA SEM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL.
DISTINÇÃO QUE DEMANDA REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ.
DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL. SÚMULA 284/STF. NULIDADE
PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO CONCRETO. PAS DE
NULLITÉ SANS GRIEF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. A distinção
entre flagrante esperado e ação controlada não se resume a mero
exercício de subsunção normativa, demandando o exame das
circunstâncias fáticas que permearam a atuação estatal, o que atrai
a incidência da Súmula 7 do STJ.
2. A deficiência na fundamentação
do recurso especial, que não indicou expressamente o dispositivo
legal cuja violação ensejaria a consequência jurídica pretendida
(absolvição por ilicitude de prova), atrai a incidência, por
analogia, da Súmula 284 do STF.
3. A declaração de nulidade
processual, ainda que absoluta, exige a demonstração de efetivo
prejuízo à defesa, em observância ao princípio pas de nullité sans
grief, conforme jurisprudência consolidada do STJ e do STF.
4. O
Superior Tribunal de Justiça, como corte de superposição, tem a
missão constitucional de uniformizar a interpretação da lei federal,
não se prestando a funcionar como terceira instância revisora.
5.
Agravo regimental desprovido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.