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AgRg no HC 202502874074 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 1023476
- Registro
- 202502874074
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- SEBASTIÃO REIS JÚNIOR
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-10-01
- Data de publicação
- DJEN DATA:07/10/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 01/10/2025
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PREVENTIVA.
AUTORIA E MATERIALIDADE. JUÍZO CAUTELAR. VEROSSIMILHANÇA DAS
ALEGAÇÕES. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. RISCO
CONCRETO DE REITERAÇÃO DELITIVA. MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS.
INSUFICIÊNCIA.
1. Nos termos da jurisprudência das Cortes de Vértice, não cabe, em
sede de habeas corpus (e seu respectivo recurso ordinário), proceder
ao exame da veracidade do suporte probatório que embasou o decreto
de prisão preventiva. Isso porque, além de demandar o reexame de
fatos, é suficiente para o juízo cautelar a verossimilhança das
alegações, e não o juízo de certeza, próprio da sentença
condenatória (STF: Segunda Turma, RHC n. 123.812/DF, relator
Ministro Teori Zavascki, DJe 17/10/2014) - (RHC n. 161.173/MS,
Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe 6/5/2022).
2. A elevada quantidade de drogas evidencia a gravidade concreta da
conduta imputada, de modo a justificar a segregação cautelar para
garantia da ordem pública.
3. A necessidade de minorar ou interromper a atuação do agravante em
organização criminosa, ainda que de modo emergencial, demonstra o
perigo que sua permanência em liberdade representa para a ordem
pública.
4. As condições pessoais favoráveis do agravante, como primariedade
e residência fixa, ainda que presentes, não são suficientes para
afastar a prisão preventiva, quando presentes os requisitos legais
para sua decretação.
5. Agravo regimental improvido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.