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AgRg no HC 202403042218 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 937629
- Registro
- 202403042218
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- OG FERNANDES
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-08-27
- Data de publicação
- DJEN DATA:01/09/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 27/08/2025
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REINCIDÊNCIA ESPECÍFICA EM CRIME HEDIONDO.
LIVRAMENTO CONDICIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO WRIT PELO
STJ. RECURSO IMPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental
interposto por Ozeas Chagas dos Santos contra a decisão monocrática
que não conheceu do habeas corpus, com fundamento na ausência de
deliberação pelo Tribunal de origem sobre a tese veiculada. O
agravante sustentou que a ausência de análise do mérito pela
instância precedente não impede o conhecimento do writ e reiterou os
argumentos no sentido de que a vedação ao livramento condicional não
pode atingir os delitos comuns.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. Definir
se é possível ao Superior Tribunal de Justiça conhecer de habeas
corpus cujo fundamento não foi previamente analisado pelo Tribunal
de origem.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. Do habeas corpus não se pode
conhecer quando a matéria nele ventilada não foi previamente
submetida à análise pelo Tribunal de origem, sob pena de indevida
supressão de instância, conforme pacífica jurisprudência do STJ.
4.
A unificação das penas leva ao reconhecimento da reincidência, mesmo
que tal constatação não tenha ocorrido na fase de conhecimento,
fazendo incidir ao caso regras específicas da condição de
reincidente.
5. O acórdão do Tribunal de origem está em conformidade
com os precedentes do STJ e do STF, que afirmam ser legítima a
consideração da reincidência reconhecida durante a execução da pena
na concessão de benefícios.
IV. DISPOSITIVO E TESE
6. Recurso
improvido.
Tese de julgamento:
1. O Superior Tribunal de Justiça não
conhece de habeas corpus cuja tese jurídica não foi previamente
analisada pela instância de origem, sob pena de indevida supressão
de instância.
2. A reincidência é circunstância pessoal do condenado
e pode ser reconhecida na fase de execução penal, ainda que não
tenha sido considerada na sentença condenatória.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.