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AgInt no AREsp 202404192190 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2788316
- Registro
- 202404192190
- Classe
- AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- HUMBERTO MARTINS
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2025-09-01
- Data de publicação
- DJEN DATA:04/09/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 01/09/2025
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC. CONTRATO DE
ADESÃO NÃO CONFIGURADO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E INTERPRETAÇÃO DE
CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS N. 5 E 7 DO STJ.
1. O acórdão
recorrido abordou, de forma fundamentada, todos os pontos essenciais
para o deslinde da controvérsia, razão pela qual não há falar na
suscitada ocorrência de violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC.
2. O
contrato de adesão tem como principal característica o fato de ser
desprovido de fase pré-negocial, porquanto é elaborado
unilateralmente, cabendo à outra parte contratante, que figura na
condição de aderente, apenas aceitar as cláusulas padronizadas ali
contidas, de modo que não lhe é assegurada interferência no conteúdo
do ajuste (REsp n. 1.424.074/SP, relator Ministro Ricardo Villas
Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 10/11/2015, DJe de
16/11/2015).
3. Hipótese em que o Tribunal de origem, em
conformidade com as provas dos autos, entendeu que o contrato a que
se pretende a nulidade de cláusulas por abusividade não se
caracteriza como de adesão, afastando a incidência do CDC.
4. Rever
as conclusões a que chegou o acórdão recorrido esbarra no óbice das
Súmulas n. 5 e 7 do STJ.
Agravo interno improvido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.