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REsp 202100670275 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 1926079
- Registro
- 202100670275
- Classe
- RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- HUMBERTO MARTINS
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2025-09-29
- Data de publicação
- DJEN DATA:02/10/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 29/09/2025
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. CIVIL. RESCISÃO CONTRATUAL. COMPRA E VENDA DE
IMÓVEL. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC. INEXISTÊNCIA. LEGITIMIDADE
PASSIVA DA CEF. MERO AGENTE FINANCEIRO. DESCABIMENTO. REVISÃO DA
ATUAÇÃO DA EMPRESA PÚBLICA PERANTE O EMPREENDIMENTO. INVIABILIDADE.
SÚMULAS N. 5/STJ E 7/STJ.
1. Não há omissão no julgado que
justifique a anulação do julgado nos termos do art. 1.022 do CPC. A
Corte de origem analisou a legitimidade da Caixa Econômica Federal
sob o prisma da causa de pedir e concluiu pela sua ilegitimidade
passiva para a demanda específica, e, consequentemente, pela
competência da Justiça estadual.
2. O Tribunal de origem, ao
analisar o acervo fático-probatório dos autos e as cláusulas
contratuais, concluiu expressamente que a CEF atuou apenas como
agente financeiro do empreendimento imobiliário, configurando mera
credora fiduciária no contrato de financiamento para a realização da
obra. Rever esse entendimento demandaria o reexame de fatos e a
interpretação de cláusulas contratuais, o que é vedado em recurso
especial, a teor do disposto nas Súmulas n. 5/STJ e 7/STJ.
Recurso
especial conhecido em parte e improvido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.