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REsp 202201810386 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2008424
- Registro
- 202201810386
- Classe
- RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- MOURA RIBEIRO
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2025-10-13
- Data de publicação
- DJEN DATA:16/10/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 13/10/2025
Ementa
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO ANULATÓRIA DE
NEGÓCIO JURÍDICO. CONTRATANTE ANALFABETA. INOBSERVÂNCIA AS
FORMALIDADES LEGAIS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO
VERIFICADA. COMPROVAÇÃO DA CONDIÇÃO PESSOAL DA PARTE. SÚMULA Nº 7 DO
STJ. NULIDADE ABSOLUTA NÃO SUJEITA À DECADÊNCIA. RECURSO ESPECIAL
NÃO PROVIDO.
1. Não se reconhece a violação do art. 1.022 do CPC
quando há o exame, de forma fundamentada, de todas as questões
submetidas a apreciação judicial na medida necessária para o
deslinde da controvérsia, ainda que em sentido contrário à pretensão
da parte.
2. O acórdão estadual não afirmou que o contrato deveria
observar uma forma específica por conta da natureza específica do
negócio entabulado, mas sim em razão da condição pessoal da parte
contratante (condição de analfabeta).
3. Nesses termos, a alegação
trazida em recurso especial no sentido de que o negócio jurídico
entabulado seria de forma livre não dialoga com os fundamentos da
decisão impugnada, o que atrai a incidência da Súmula nº 284 do
STF.
4. Os negócios jurídicos eivados de nulidade absoluta podem ser
desconstituídos a qualquer momento, não se sujeitando à prescrição
ou decadência.
5. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa
extensão, não provido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.