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AREsp 202401246172 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2613104
- Registro
- 202401246172
- Classe
- AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- MOURA RIBEIRO
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2025-10-13
- Data de publicação
- DJEN DATA:17/10/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 13/10/2025
Ementa
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO
ORDINÁRIA. DECLARAÇÃO DE NULIDADE DE HIPOTECA. ADJUDICAÇÃO
COMPULSÓRIA. IMÓVEL COMERCIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 1.420 DO CÓDIGO
CIVIL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 308/STJ. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA.
SÚMULAS 5 E 7/STJ. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL NÃO
CONHECIDO.
1. Trata-se de agravo em recurso especial interposto
contra decisão que inadmitiu recurso especial em ação ordinária
visando à declaração de nulidade de hipoteca incidente sobre imóveis
comerciais, adjudicação compulsória e condenação ao pagamento de
IPTU e taxas condominiais. A sentença de primeiro grau julgou
procedentes os pedidos de nulidade da hipoteca e adjudicação
compulsória, mas improcedente o pedido de condenação ao pagamento de
IPTU e taxas. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região reformou a
sentença, julgando improcedentes os pedidos, sob o fundamento de que
a Súmula 308/STJ não se aplica a imóveis comerciais.
2. O objetivo
recursal é decidir se (i) a hipoteca constituída após a promessa de
compra e venda é válida, mesmo sem o registro do compromisso; (ii) a
ausência de registro do compromisso de compra e venda retira a
proteção do adquirente de boa-fé; (iii) a decisão recorrida violou o
art. 1.420 do Código Civil e a Súmula 84 do STJ.
3. A ausência de
registro do compromisso de compra e venda inviabiliza sua
oponibilidade a terceiros, conforme entendimento consolidado no art.
1.420 do Código Civil e na jurisprudência desta Corte. A Súmula
308/STJ, que protege adquirentes de imóveis contra hipotecas
constituídas pela construtora, aplica-se exclusivamente a imóveis
residenciais vinculados ao Sistema Financeiro da Habitação, sendo
inaplicável a imóveis comerciais.
4. A análise da validade da
hipoteca e da boa-fé da adquirente exige o reexame de matéria fática
e contratual, o que é vedado em recurso especial pelas Súmulas 5 e 7
do STJ. Além disso, a ausência de prequestionamento específico sobre
a aplicação da Súmula 84 do STJ atrai os óbices das Súmulas 282 e
356 do STF.
5. Agravo conhecido. Recurso especial não conhecido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.