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AREsp 202401107959 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2605237
- Registro
- 202401107959
- Classe
- AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- MOURA RIBEIRO
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2025-10-13
- Data de publicação
- DJEN DATA:16/10/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 13/10/2025
Ementa
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA. PENHORA SOBRE FATURAMENTO DE EMPRESA. REQUISITOS
AUTORIZADORES. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7 do
STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. AGRAVO CONHECIDO PARA
NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL.
1. As instâncias ordinárias,
soberanas na análise dos fatos e das provas, concluíram que as
diligências para encontrar outros bens penhoráveis foram
infrutíferas, o que autoriza, excepcionalmente, a penhora sobre o
faturamento. Aferir se tais diligências foram de fato exaurientes ou
se o percentual de 10% fixado inviabiliza a atividade empresarial,
como sustenta o recorrente, exigiria uma nova incursão no acervo
probatório dos autos, procedimento vedado em recurso especial, nos
termos da Súmula n. 7 do STJ.
2. A ordem de preferência de penhora
estabelecida no art. 835 do Código de Processo Civil não é absoluta,
podendo ser flexibilizada pelas instâncias ordinárias com base nas
particularidades do caso concreto e no princípio da efetividade da
execução, especialmente quando frustradas as tentativas de
constrição de bens mais líquidos.
3. A incidência da Súmula n. 7 do
STJ quanto à alínea "a" do permissivo constitucional impede, por
conseguinte, a análise da divergência jurisprudencial suscitada com
base na alínea "c", pois inviabiliza a demonstração da similitude
fática entre os arestos confrontados.
4. Agravo em recurso especial
conhecido para negar provimento ao recurso especial.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.