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AgRg no HC 202302738276 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 843530
- Registro
- 202302738276
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-09-02
- Data de publicação
- DJEN DATA:08/09/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 02/09/2025
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO
ILÍCITO DE ENTORPECENTES. PRISÃO EM FLAGRANTE
REALIZADA POR GUARDAS MUNICIPAIS. POSSIBILIDADE. BUSCA
PESSOAL. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. FUNDADAS RAZÕES.
CRIME PERMANENTE. PROVA LÍCITA. JUÍZO DE RETRATAÇÃO
EXERCIDO. AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO, EM JUÍZO DE
RETRATAÇÃO.
1. Não se verifica ilegalidade na ação da Guarda Municipal,
porquanto a lei autoriza a qualquer do povo realizar prisão em
flagrante (art.
301 do CPP).
2. É constitucional o exercício do policiamento ostensivo e
comunitário pela guarda municipal no âmbito local correspondente,
desde que
respeitadas as atribuições dos demais órgãos de segurança pública
previstos
no art. 144 da Constituição Federal (STF. Plenário. RE 608.588/SP,
Rel. Min.
Luiz Fux, julgado em (Repercussão geral – Tema 656) (Info 166).
3. Considerando a natureza permanente do delito de tráfico de drogas
e a presença da fundada suspeita para a abordagem, não há que falar
em
ilegalidade na ação da Guarda Municipal, uma vez que amparada nas
circunstâncias do caso concreto.
4. Agravo regimental provido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.