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REsp 202301043474 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2063261
- Registro
- 202301043474
- Classe
- RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- RAUL ARAÚJO
- Órgão julgador
- QUARTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-12-01
- Data de publicação
- DJEN DATA:09/12/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 01/12/2025
Ementa
RECURSO ESPECIAL. DIREITO EMPRESARIAL. PROPRIEDADE INDUSTRIAL.
MARCAS MISTAS. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO MARCÁRIA E CONCORRÊNCIA DESLEAL.
RECURSO DESPROVIDO.
1. Recurso especial interposto contra acórdão que negou provimento à
apelação em ação inibitória e indenizatória, ajuizada por titular
de marcas mistas "STUPPENDO" contra pizzaria que utiliza a expressão
"PIZZA ESTUPENDA", alegando violação marcária e concorrência
desleal.
2. O acórdão recorrido confirmou a improcedência dos pedidos,
reconhecendo a competência da Justiça Estadual, a inexistência de
violação à marca e de concorrência desleal, a natureza evocativa da
marca "STUPPENDO" e a consequente mitigação da exclusividade, além
de majorar os honorários advocatícios.
3. A questão em discussão consiste em saber se a expressão "PIZZA
ESTUPENDA" viola os direitos de exclusividade da marca mista
"STUPPENDO", registrada pela recorrente, e se há prática de
concorrência desleal, com consequente dever de indenizar.
4. A Justiça Estadual é competente para julgar ações de abstenção de
uso de marca e concorrência desleal entre particulares, desde que
não envolvam nulidade de registro perante o INPI, conforme
jurisprudência consolidada.
5. A marca "STUPPENDO" foi qualificada como evocativa, o que mitiga
sua exclusividade, permitindo a convivência com outras marcas
semelhantes, desde que não haja confusão no mercado.
6. A ausência de risco de confusão entre "STUPPENDO" e "PIZZA
ESTUPENDA" foi reconhecida, considerando as diferenças gráficas,
linguísticas e de segmento de mercado, sendo inviável o reexame de
fatos e provas em sede de recurso especial.
7. A anterioridade do registro da marca "STUPPENDO" não confere
monopólio sobre vocábulos de uso comum, especialmente em se tratando
de marca evocativa.
8. A inexistência de confusão entre as marcas afasta a
caracterização de concorrência desleal e o consequente dever de
indenizar, sendo inviável a revisão das conclusões fáticas do
Tribunal de origem.
9. Recurso especial desprovido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.