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AREsp 202403920149 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2777211
- Registro
- 202403920149
- Classe
- AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- DANIELA TEIXEIRA
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2025-10-20
- Data de publicação
- DJEN DATA:23/10/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 20/10/2025
Ementa
DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO CONSUMIDOR. AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO CUMULADA
COM REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. INSCRIÇÃO INDEVIDA EM CADASTRO DE
INADIMPLENT ES. ANOTAÇÃO PREEXISTENTE SUB JUDICE. INAPLICABILIDADE
DA SÚMULA 385/STJ. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INVIABILIDADE. SÚMULA
Nº 7/STJ. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. AGRAVO NÃO
CONHECIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo contra decisão que não
conheceu de recurso especial interposto em face de acórdão que
reconheceu a inaplicabilidade da Súmula 385/STJ, condenando a
recorrente ao pagamento de indenização por danos morais em razão de
inscrição indevida em cadastro de inadimplentes.
2. O acórdão
recorrido concluiu que a anotação preexistente no nome do recorrido
estava sendo discutida judicialmente, o que afasta a aplicação da
Súmula 385/STJ e reconhece o dano moral.
3. O recurso especial foi
inadmitido com base na ausência de demonstração de vulneração aos
dispositivos legais indicados e na incidência da Súmula 7/STJ, que
veda o reexame de fatos e provas.
II. Questão em discussão
4. Há
duas questões em discussão: (i) saber se a Súmula nº 385/STJ, que
afasta a indenização por dano moral em caso de preexistência de
negativação legítima, é aplicável quando a anotação preexistente
está sub judice; e (ii) se há necessidade de reanálise do quadro
fático-probatório para aferir a legitimidade da negativação
preexistente ou se basta apenas de revaloração jurídica dos
elementos incontroversos do caso.
III. Razões de decidir
5. O
entendimento do Tribunal de origem está em conformidade com a
jurisprudência do STJ, que flexibiliza a aplicação da Súmula 385/STJ
quando a anotação preexistente é objeto de questionamento judicial,
sendo necessário que tal anotação seja legítima e não impugnada
judicialmente.
6. É inviável em sede de recurso especial a revisão
de fatos e provas para reverter o entendimento do tribunal de origem
acerca da natureza da negativação preexistente, uma vez que tal
análise demandaria o reexame do acervo fático-probatório dos autos.
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no
sentido de que não cabe recurso especial para simples reexame de
provas (Súmula nº 7/STJ).
7. A parte agravante não demonstrou
objetivamente que a análise fática estabilizada melhor se enquadra
em outra forma jurídica, limitando-se a alegar genericamente a
inaplicabilidade dos óbices das Súmulas 5 e 7/STJ .
IV.
Dispositivo
8. Agravo em recurso especial não conhecido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.