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REsp 202404370065 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2183885
- Registro
- 202404370065
- Classe
- RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- HUMBERTO MARTINS
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2025-12-09
- Data de publicação
- DJEN DATA:12/12/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 09/12/2025
Ementa
RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. OCUPAÇÃO
IRREGULAR DE BEM PÚBLICO (PRAIA). QUIOSQUE. INDENIZAÇÃO DO ART. 10,
PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI N. 9.636/1998. AFASTAMENTO PELAS INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS COM BASE NA AUSÊNCIA DE PREJUÍZO CONCRETO (CONSTRUÇÃO
MODESTA, SEM DEGRADAÇÃO AMBIENTAL OU PROJETO DE EXPLORAÇÃO PÚBLICA).
PRETENSÃO DA UNIÃO DE RECONHECIMENTO DE DANO IN RE IPSA. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. RECURSO ESPECIAL NÃO
CONHECIDO.
1. Cuida-se de Recurso Especial interposto pela União contra acórdão
que manteve a improcedência do pedido de indenização por ocupação
irregular de bem público (quiosque em área de praia), sob o
fundamento de que a construção era modesta, sem degradação ambiental
demonstrada e sem projeto de exploração pública da área, não
havendo prejuízo concreto a justificar a reparação.
2. A União sustenta que a indenização prevista no art. 10, parágrafo
único, da Lei n. 9.636/1998 possui natureza de dano presumido (in
re ipsa), prescindindo da demonstração de efetivo prejuízo. Contudo,
a reforma do julgado, nos termos pretendidos pela recorrente,
demandaria o reexame do conjunto fático-probatório para
desconstituir a premissa estabelecida pelas instâncias ordinárias
acerca da ausência de prejuízo concreto, o que é vedado em sede de
Recurso Especial, a teor da Súmula 7 do STJ.
3. A decisão recorrida não negou vigência à norma federal, mas
aplicou-a com base em premissas fáticas que, por sua vez, não podem
ser revistas nesta instância.
Recurso especial não conhecido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.