← Jurioteca
REsp 202500747675 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2201095
- Registro
- 202500747675
- Classe
- RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- HUMBERTO MARTINS
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2025-12-09
- Data de publicação
- DJEN DATA:12/12/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 09/12/2025
Ementa
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE
POSSE. LITÍGIO COLETIVO. ART. 554, § 1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL. INTIMAÇÃO PRÉVIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DA DEFENSORIA
PÚBLICA. NULIDADE. IRREGULARIDADE SANÁVEL. PRINCÍPIO DA
INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO.
1. A controvérsia central do presente recurso cinge-se a definir se
a ausência de intimação prévia do Ministério Público e da Defensoria
Pública, conforme exigido pelo art. 554, § 1º, do Código de
Processo Civil, para a concessão de liminar em litígio coletivo,
enseja nulidade absoluta e insanável.
2. A norma inscrita no art. 554, § 1º, do CPC, visa a assegurar a
tutela de interesses sociais e coletivos relevantes. Contudo, a
decretação de nulidade processual condiciona-se à demonstração de
prejuízo efetivo à parte, conforme o princípio da instrumentalidade
das formas (pas de nullité sans grief).
3. O acórdão recorrido, com base no conjunto fático-probatório,
concluiu que a finalidade da norma foi alcançada, uma vez que o
Ministério Público e a Defensoria Pública atuaram ativamente no
feito em momento posterior, manifestando-se sobre a medida liminar e
participando da audiência de conciliação.
4. A anulação dos atos processuais, no caso, representaria um
excesso de formalismo, contrário aos princípios da economia
processual e da razoável duração do processo, uma vez que a
irregularidade inicial foi sanada pela intervenção efetiva dos
órgãos institucionais.
Recurso especial improvido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.