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REsp 202403241879 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2166972
- Registro
- 202403241879
- Classe
- RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- MOURA RIBEIRO
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2025-12-09
- Data de publicação
- DJEN DATA:12/12/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 09/12/2025
Ementa
CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. CONSUMIDOR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PUBLICIDADE
ENGANOSA. RECONHECIMENTO. OMISSÃO E FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE.
INOCORRÊNCIA. ÔNUS DA PROVA. REANÁLISE DA CARGA DISTRIBUTIVA.
INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 7 DO STJ. DISSÍDIO NÃO CARACTERIZADO.
RECURSO ESPECIAL NÃO PROVIDO.
1. A fundamentação inequívoca sobre fatos e teses relativos à
natureza da propaganda esgota a prestação jurisdicional, afastando
alegação de vício nos termos dos arts. 489 e 1.022 do CPC.
2. A condenação por litigância de má-fé é cabível quando há conduta
processual que altera fatos incontroversos ou busca modificar a
análise da prova sem apontar vícios processuais.
3. O ônus da prova quanto a fatos impeditivos, extintivos ou
modificativos incumbe unicamente ao réu, independentemente de
qualquer inversão na carga distributiva.
4. A ausência de cotejo analítico e de requisitos formais impede o
conhecimento de dissídio jurisprudencial, sobretudo quando o
comparativo abrange julgamentos firmados a partir de peculiaridades
de cada caso concreto.
5. Recurso especial desprovido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.