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REsp 202404259412 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2181291
- Registro
- 202404259412
- Classe
- RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- MARIA ISABEL GALLOTTI
- Órgão julgador
- QUARTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-11-03
- Data de publicação
- DJEN DATA:06/11/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 03/11/2025
Ementa
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE RECONHECIMENTO
DE PATERNIDADE SOCIOAFETIVA C/C ALIMENTOS. AUSÊNCIA DE PROVA
INEQUÍVOCA DO VÍNCULO SOCIOAFETIVO. NÃO HOUVE RECONHECIMENTO POR VIA
DE REGISTRO. NEGATIVA DE RECONHECIMENTO DE VÍNCULO PELO SUPOSTO PAI
AFETIVO. SÚMULA 7/STJ. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO.
1. O reconhecimento
da paternidade socioafetiva exige a demonstração de vínculo afetivo
e a inequívoca intenção do pretenso pai de se ver assim
instituído.
2. O Judiciário não pode atribuir paternidade a alguém
que, além de não ter vínculo biológico ou registral, não possui
vínculo afetivo, especialmente quando já existe vínculo das
recorrentes, maiores, com o pai biológico.
3. A análise das
alegações das agravantes demandaria o reexame do conjunto
fático-probatório, providência vedada pela Súmula 7/STJ.
4. Recurso
especial a que se nega provimento.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.