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REsp 202202110161 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2013056
- Registro
- 202202110161
- Classe
- RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- MARIA ISABEL GALLOTTI
- Órgão julgador
- QUARTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-11-03
- Data de publicação
- DJEN DATA:06/11/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 03/11/2025
Ementa
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE.
MEDICAMENTO PRESCRITO PARA TRATAMENTO DE CÂNCER. AUSÊNCIA DE
RELEVÂNCIA DA DISCUSSÃO SOBRE A NATUREZA DO ROL DA ANS. USO
DOMICILIAR. COBERTURA OBRIGATÓRIA PARA MEDICAMENTOS ANTINEOPLÁSICOS.
REGISTRO NA ANVISA. USO OFF-LABEL. OBRIGATORIEDADE DE CUSTEIO. DANO
MORAL. AGRAVO DO ESTADO DE SAÚDE E INTENSIFICAÇÃO DE SOFRIMENTO
RECONHECIDOS PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO
INVIÁVEL. RECURSO ESPECIAL NÃO PROVIDO.
1. A natureza taxativa ou
exemplificativa do rol da ANS não interfere no dever de cobertura de
medicamentos destinados ao tratamento de câncer, pois há diretriz
normativa específica que impõe tal obrigação.
2. Segundo
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, "é abusiva a recusa
da operadora do plano de saúde de custear a cobertura do medicamento
registrado na ANVISA e prescrito pelo médico do paciente, ainda que
se trate de fármaco off-label, ou utilizado em caráter experimental"
(AgInt no AREsp n. 1.653.706/SP, relator Ministro Marco Aurélio
Bellizze, Terceira Turma, julgado em 19/10/2020, DJe de
26/10/2020).
3. Tendo o Tribunal de origem concluído pela
configuração de dano moral, por entender que a recusa da ré em
autorizar o tratamento agravou o estado de saúde do paciente e
intensificou seu sofrimento, a revisão dessa conclusão demandaria
revolver o conjunto fático-probatório constante dos autos, o que
encontra óbice na Súmula 7 desta Corte.
4. Recurso especial a que se
nega provimento.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.