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REsp 202503778278 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2236087
- Registro
- 202503778278
- Classe
- RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- MOURA RIBEIRO
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2025-12-09
- Data de publicação
- DJEN DATA:15/12/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 09/12/2025
Ementa
CIVIL, CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. RESCISÃO
CONTRATUAL. DIREITO DE RETENÇÃO DE VALORES. CLÁUSULA PENAL QUE, NO
CASO ESPECÍFICO, SE MOSTRA ABUSIVA. AFRONTA ÀS NORMAS DO CÓDIGO
CIVIL E CONSUMEIRISTAS. ESTIPULAÇÃO DE PERCENTUAL DIVERSO DO
PREVISTO NO ART. 32-A DA LEI Nº 6.766/79. POSSIBILIDADE.
PRECEDENTES. SUPOSTA QUEBRA DE CONTRATO. NÃO COMPROVAÇÃO. REEXAME
DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 7 DO STJ.
RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESTA PARTE, NÃO PROVIDO.
1. Em relação à limitação da retenção dos valores pagos, o v.
acórdão foi claro ao pontuar que são aplicáveis as disposições do
CDC, estabelecendo seu percentual em 20% dos valores pagos,
considerando-se o equilíbrio do contrato.
2. É possível a redução da cláusula penal ajustada nos limites
autorizados pela lei quando, como no caso concreto, sua aplicação se
mostrar manifestamente excessiva tendo em vista a natureza e a
finalidade do contrato em que disposta. Precedentes.
3. Quanto à alegada quebra de contrato, a justificar a execução
direta da garantia, o TJSP expressamente afastou essa possibilidade
com base nos elementos fáticos dos autos. Reexame que pressupõe o
revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos, atraindo o
óbice da Súmula nº 7 do STJ.
4. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta parte, não
provido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.