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AREsp 202403712562 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2757500
- Registro
- 202403712562
- Classe
- AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2025-11-03
- Data de publicação
- DJEN DATA:06/11/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 03/11/2025
Ementa
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE RESTITUIÇÃO DE VALORES E
INDENIZAÇÃO. DIREITO DO CONSUMIDOR. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. DECISÃO SURPRESA. NÃO CARACTERIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. TEMA 466/STJ.
CULPA CONCORRENTE DA VÍTIMA. POSSIBILIDADE. REEXAME
FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 7/STJ.
1. Não há
falar em negativa de prestação jurisdicional se o tribunal
de origem motiva adequadamente sua decisão, ainda que de forma
sucinta, solucionando a controvérsia com a aplicação d o
direito que entende cabível à hipótese, apenas não no
sentido pretendido pela parte.
2. A vedação à decisão surpresa
não significa que o julgador deva consultar as partes antes de cada
solução dada às controvérsias apresentadas, especialmente quando já
lhes foi conferida oportunidade para apresentar manifestação, tendo
se estabelecido o contraditório.
3. No caso concreto, o Tribunal de
origem, ao reconhecer a culpa concorrente, não exarou decisão
surpresa, pois, desde a contestação, a parte recorrida defendia a
tese de houve culpa da vítima para a ocorrência do evento danoso.
4.
O reconhecimento da responsabilidade objetiva da instituição
financeira, conforme entendimento firmado no Tema nº 466/STJ, não
impede que se reconheça a culpa concorrente da vítima ou de
terceiro.
5. É inviável rever o entendimento firmado pelas
instâncias ordinárias acerca da culpa concorrente das partes sem a
análise dos fatos e das provas da causa, o que atrai a incidência da
Súmula nº 7/STJ.
6. Agravo conhecido. Recurso especial parcialmente
conhecido e não provido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.